segunda-feira, 4 de abril de 2011

Poema

Com olhar desconfiado
Foge das multidões
O rosto cansado e triste
Vai escondendo as
emoções

De mãos tremulas e sujas
Inchadas e com feridas
Ele procura no lixo
Roupas velhas e comida


A sua cama é de cartão
Dorme num vão de escada
Ele vive amargurado
Porque a sua
vida é nada..

Não sabe para onde vai
Nem quem vai encontrar
Não sabe quando come
E
 não se  lembra de amar
Considerado por muitos
Corpo estranho no caminho
Esquecemos de o proteger
Dar-lhe
abrigo e carinho

Vive de
recordações
E de um longínquo passado
Refugia-se no álcool ou drogas
E é pela sociedade condenado

Na rua, no parque ou no café
Olhamo-lo como alma perdida
Mas ele não é só um
corpo
É
humano e têm vida"










terça-feira, 22 de fevereiro de 2011


Este vídeo foi realizado pelo aluno, Diogo Pereira da turma 11ºD1 da escola secundária da Moita e tem como objectivo chamar à atenção para o tema que estamos a desenvolver.
Agradeçemos a colaboração, para o desenvolvimento do nosso trabalho.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

FILME: "À procura da felicidade"

Como maneira de desenvolver o tema do nosso projecto e mostrar aos nossos colegas a gravidade desta problemática, decidimos fazer a projecção de um filme, “A procura da Felicidade”.
Para além deste filme ser baseado numa história verídica, mostra muito bem a aflição e o desespero de uma pessoa que vê a sua vida arrasada pela falta de dinheiro.Com a projecção deste filme o nosso objectivo foi  alertar e sensibilizar os jovens para este problema social, para quando passarmos por um sem abrigo em vez de lhe virarmos a cara estendermos-lhe a mão.





2-Os Sem-Abrigo (Tema abordado durante o 2ºPeríodo)

Segundo a definição inglesa veiculada no The Housing Act (1985), uma pessoa é sem abrigo se não possuir um direito legal ou se, se encontrar impedida de ocupar uma casa de forma segura ou de razoável conforto. Contudo parece-nos que um sem abrigo é muito mais que isso, é uma pessoa que vive sem as mínimas condições, sem meios de alimentação, higiene, sem vestuário adequado, ou seja, sem tudo! Tudo o que têm é por meio de algumas almas caridosas que tal como nós, não ficam indiferentes a estas pessoas, ou então porque encontraram no lixo. Sim, porque a sobrevivência destas pessoas é tão desesperante que em último caso, quando ninguém vem em seu auxilio têm de comer literalmente os RESTOS que nós deitamos fora.
Há muitas pessoas que são ignorantes ao ponto de dizer: “ Só é sem abrigo porque quer, que vá trabalhar “ agora essas pessoas pensem, já viram algumas pessoas dessas, não viram? Agora imaginem se essa pessoa vos aparecesse à frente a pedir emprego, davam? Pois bem nos parecia que não! Aliás, enquanto seres humanos, temos a “mania” de categorizar as pessoas, e quanto aos sem-abrigo, classificámo-los como preguiçosos, violentos, sem vontade nenhuma de sobreviver na vida, ou seja, é um estereótipo ao qual os relacionamos.
Com isto só queremos que não ignorem este problema, e pedimos que por favor,  para a próxima vez que passarem por um sem abrigo, se custa tanto dar uma moeda em tempos de crise, porque não levar uma manta daquelas que anda por casa sem uso algum que para nós nada importa e que para eles fará toda a diferença.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Realidades Paralelas

Na maioria dos países do terceiro mundo, existem crianças que são ainda hoje escravizadas, sendo marcadas com uma tatuagem, como o gado, e forçadas a trabalhar até 19 horas por dia, alimentadas apenas com arroz por vezes coberto de mosquitos, vivem no meio do lixo. Os que trabalham mais lentamente, exaustos, são agredidos com um tubo de borracha, e se choram metem-lhes um bocado de tecido plastificado na boca.
Enquanto nestes países nos deparamos com este problema tão desumano, nós não vivênciamos esta realidade.
A nossa rotina diária baseia-se em levantarmo-nos a horas consideradas normais para uma criança, termos uma higiene pessoal cuidada, alimentamo-nos devidamente e ainda temos direito a meios e auxílios para nos deslocarmos para a escola que por sua vez também temos acesso. Em casa ainda desfrutamos do afecto e carinho junto da nossa família no conforto do nosso lar.




Agora pensa se esta fosse a tua realidade, muitas vezes as luxurias que tu adquires são feitas com o esforço destas crianças.


Testemunho de Doy

Doy tem 13 anos. Trabalha numa fábrica em Banquecoque com outros 200 companheiros, cortando e cosendo bolsas para exportação, durante 15 horas diárias. "Sinto a falta dos meus irmãos. Não sei quando voltarei a vê-los. Mas o que mais falta me faz é o jogo.Trabalhamos sempre e não compreendo porque não nos deixam brincar um pouco da parte da tarde.", desabafa Doy.

1-Trabalho Infantil ( Tema abordado durante o 1ºPeríodo)

Uma das situações mais problemáticas que se tem vindo a deparar ao longo dos anos na nossa sociedade é sem dúvida a prática do trabalho infantil.
   É sobretudo em África, na América Latina, ou seja, nos países menos desenvolvidos, onde este problema tem maior intensidade.
    Uma das principais razões de grande parte do trabalho infantil é a pobreza e a falta de acesso aos meios de educação. A chave para abordá-la é atacar a vulnerabilidade e a irregularidade dos salários das famílias, e promover o acesso de todas as crianças a uma educação de qualidade.
  O trabalho infantil constitui assim uma das estratégias familiares de subsistência em condições de pobreza. 
  
O trabalho infantil resume-se assim a "todo o esforço físico e mental desempenhado por pessoas que não possuem idade adequada."